"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
And there was a deep day when I woke and that constant mantra kept hammering on my head. The blackness of the moist cellar was no longer a suprise of horror to me, I was used to the feeling of suffocation, even though I was quite able to breath -- what I missed here was not air or light.
Light was but a desire, and air there's in abundance. The problem with breathing is that it's a involuntary event, one to which we becomed used and utterly bored about once we reach a certain age. So is with life: you live and no longer care about living. It's as common as waking up in the middle of the night to take a piss: you are only half-concious about it; it happens and will happen without your interference, but sometimes it's a little more than a dream. So we struggle to recover the feeling that we lost, risking our blood over nothing more than a few moments of feeling alive, and is our responsibility to keep this thing, this darkness of the night that pursues me even into my dream, and
"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
which is quite obvius, as endless running will bring endless weariness, but still that dark soul of the corner, that image that does not leave my mind...
A black shape, a winged black shape, a winged nightmare seens to pass over my body now, as I stand, fully awaken in the midst of skycrapers of metal and flesh, and I feel my hand linger, hold in the air and then fall and bring me down to this puddle of my own sickness... my own dark blood, this essence of life condemned to flow through a cracked vessel of despair and madness that I can no longer break, for it's a prision, and prision from which nothing can escape, because no one is imprisioned but indeed kept safe in there...
And the vision blurs with the ideia, and all goes dark again, and
"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
"endless torture bring endless pain, endless torture bring endless pain"
Sunday, November 19, 2006
Torment
Por
Bruno Brant
às
12:09 AM
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Contos
Wednesday, January 18, 2006
Mais um cigarro...
Mais um cigarro...
... e a vida parace parar por um instante. É lindo, uma fotografia. Lá estou, as vezes sustentando o sorriso infeliz que faz de nós humanos. A habilidade de ignorar a realidade: é isto que nos faz humanos, não?
Sonhos existem para serem despedaços, pois não há alternativa. Conseguir -realizar- um, não é tarefa impossível. Mas neste instante ele deixa de ser. E nos continuamos. A vida não para, não há fim ou saída. Mas nós buscamos, com todo nosso coração um buraco, um trecho do espaço onde sejamos mais que somos.
Mas então, fadados a infelicidade? Talvez não. Se alguém tivesse a resposta, não seria pior? Ah, o grande mistério que nos motiva. Por que acontece, por que errar quando sabíamos o que era errado? Por que tudo parecia ser bom quando era, na realidade, ruim?
Continuamos firmemente buscando a solução para nossa existêcia. "Quem sou? Qual meu propósito?" Perguntas que impregnam nossas mentes, que nos torturam desde o momento que compreendemos que estamos vivos; Não surpreende que bebês choram quando são recebidos. A realidade é cruel, pois aqui, lutamos para viver.
E é aí que nos enganamos, não? Pois não importa o que aconteça, estamos vivos. A luta é apenas uma invenção nossa. Entenda, de uma só vez, não há nada maior que o universo, nada mais eterno que o mundo e nada mais insignificante que você. Enquanto a confirmação deste fato não traz paz, a aceitação nos faz crescer. Se queremos fazer diferença em nossa visita a este planeta, se queremos ser algo mais, sejamos algo mais nós mesmos. Lembre-se que a verdade é dobrável e por isso não haverá resposta. Quem somos? Ora, somos isto mesmo: uma mistura de vontade, dor, e uma força (ou seria a infame esperança, que nem mesmo Pandora libertou, por ser a maior das maldições?) que pode mover montanhas, desde que no fundo não seja aquilo que mais desejamos; Enquando acreditarmos que a montanha precisa ser movida, enquanto acharmos que precisamos fazer tal coisa acontecer, também acreditamos na impossibilidade disto - nosso terror auto-infligido. No momento que a montanha for menos importante, neste instante poderemos movê-la. Mas se ela não mais é importante, então nada mudará, porém seremos maiores.
Saudações para aqueles que entenderem este delírio.
Por
Bruno Brant
às
11:30 PM
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Filosofia
Sunday, January 15, 2006
Última Mensagem
Homem chega em casa. Em sua mãos, uma pasta preta e alguns papéis. Sua face cansada está marcada por olheiras, ele não dorme há dias. A chave em sua mão faz barulho conforme ele destranca e adentra a casa, nota-se um relógio em seu braço esquerdo. A camisa amarelo-claro está amassada, a antes bela jaqueta preta de seu terno está com uma mancha escura no peito. O homem anda depressa, atira a gravata no sofá, derruba sua pasta ao lado de deu minibar e vai até uma pequena mesa onde se encontra seu telefone. Ele joga as chaves sobre a mesa e no mesmo movimento aperta o botão da secretária eletrônica. "Três novas mensagens" responde a máquina, com o monotom característico que nos infla de terror.
"Primeira nova mensagem." O homem prossegue até o banheiro, uma porta ao lado da mesinha, retira a jaqueta e puxa para fora da calça sua camisa. De dentro da jaqueta surge sua pequena nove milímetros, preta e brilhante. Nunca fora usada. Ele coloca com cuidado a arma, seu prêmio, reliquia, sobre a pia. "Olavo, é o Breno, meu velho. Cara, eu liguei pra saber como tu andava, tô sabendo de umas tretas fortes aí. Faz o que, uns dois meses que a gente não conversa, não é?". Olavo, olhando para o espelho, automaticamente move a cabeça para cima e para baixo, em sinal de concordância, e na seqüência abre a gaveta da pia e pega algumas aspirinas. Seus olhos estão tingidos de vermelho-sangue. "Então, a gente poderia sair sexta. Conversar um pouco, não sei meu. Olha, e os duzentos paus que tu tava me devendo, bem cara, eu to precisando, mas... ó, por ora deixa quieto. Me liga." Ele ingere as aspirinas à seco, vira-se para o vaso, abre a braguilha com uma mão e segura a camisa com a outra, arrebentando um botão.
"Segunda nova mensagem." Olavo vira pro espelho, dá alguma atenção para o botão, depois arranca a camisa arrebentando todos os outros, e a atira dentro do vaso. Olha para o espelho, volta semí-nú para a sala. "Olavo, é a mamãe. Meu filho, você precisa falar com alguém. O Cadu me ligou outro dia, disse que você não responde as ligações dele, que o pessoal do serviço falou que você tá mais calado que uma porta lubrificada e que não tem nem ao menos comido direito. Dizem que você se parece com um fantasma. Eu sei que você é muito inteligente meu filho e sei que esta situação é muito difícil mas voc--". Olavo pega uma garrafa de uísque de oito anos do seu minibar, pela metade. Serve uma dose, e olha para a janela. A máquina da obra da frente começa a funcionar de novo, seu creeek-creeek continúo infestando o ar, matando os vizinhos de ódio. O ar fica pesado com o som infernal. Por debaixo da porta entra uma pequena carta com carimbo vermelho. Olavo atira todo seu uísque sobre ela, sem tomar, e se levanta.
"Terceira nova mensagem." Olavo vai até a cozinha, o pequeno espaço separado da sala onde se encontra sua geladeira, e a abre. Um leite azedo está na primeira prateleira, um salame fatiado na segunda e o restante de uma pizza de segunda-feira na terceira. Olavo pega um pedaço da pizza e rásga-a com os dentes. "Olavo, é... sou eu. Ahn..." Seu olhos agora estão também manchados com lágrimas. Ele anda até o banheiro. "Não sei o que te dizer. Olha, tem umas coisas suas por aqui ainda, eu acho que você podia pegar elas devolta. O Paulo não vai estar aqui amanhã, se você quiser pode passar."Ele continua até o banheiro. Seus olhos buscam a gilete sobre a pia. Olavo levanta a gilete calmamente. Ele passa o creme de barbear sobre o rosto, alinha toda sua barba. Penteia o cabelo. joga a lâmina velha na lata do lixo e seca seu rosto, olhos agora mais vermelho do choro leve. "Sua mãe, ela me ligou. Por que não vai visitá-la? Ia ser bom pra você --".
Pega a jaqueta, suas coisas que estavam no banheiro, vai lentamente até sua cama, senta-se sobre ela, pega em seu criado mudo uma foto. Uma mulher está ao seu lado, a lateral da foto está queimada. Ele retira de seu bolso um zippo, acende e queima a foto que ele deixa, em chamas, sobre o criado mudo. Lentamente ele coloca a mão por debaixo da jaqueta, respira fundo. A outra mão sobe à seu peito e ele aperta forte... a segunda mão, num movimento rápido, vai até sua cabeça com a nove milímetros em punho, armada, e cola-a por debaixo de seu queixo. Ele olha para o fogo, pisca, e a secretária anuncia, "Fim das mensagens."
Por
Bruno Brant
às
10:36 PM
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