Wednesday, September 08, 2004

Project Censored

Esse link eh um must para qualquer pessoa! Lá você vai encotrar todas as noticias (nativas da A. do Norte) que foram passadas por cima ou censuradas pela imprensa. Tem coisas tenebrosas.

Friday, August 20, 2004

Inner Thoughts II

Uma das coisas que eu demorei para perceber (e pra falar a verdade, só me ocorreu agora) é que o que eu odeio mais não sou eu mesmo, mas a vida que eu levo. E no entanto, ambas estão ligadas.

É óbvio que a vida que levo é fruto da pessoa que sou. Eu escolhi este curso de ações. Por minha causa, ou por alguma ação ou por falta da mesma, eu estou nesta Faculdade, nesta ap(e)artamento. Por ação ou falta de ação eu brigo com minha mãe, não entrego trabalhos, não consigo manter uma mulher por mais de algumas semanas.

E outro defeito se mostra. A culpa é ou não é minha? Se é, então me é permitido errar? Não. Não, errar nessas coisas é fatal. Tem sido fatal, ou eu não estaria falando com um monte de bits e eletróns e silício.

Eu sou quem sou, mas eu odeio esse quem. Eu queria ser outro. E esse é meu grande problema, não quem sou, mas quem quero ser. O querer machuca. Eu queria estar em outro lugar, com outra pessoa. E se estivesse, gostaria de estar em ainda outro lugar, com outra pessoa. E esse último ia querer estar sózinho, no quarto, conversando com o computador.

Entre todos os meus alteregos, não há um que seja feliz. Todos eles tem àquilo que este deseja, e alguns até mesmo o que outro ego deseja. Mas nenhum é feliz, porque sou incapaz de racionalizar a felicidade. Para que iria desejar aquilo que não entendo, que não conheço?


Não mais censurado por insistências alheias.

Saturday, June 26, 2004

Inner Thoughts

Por onde começar? Por ONDE? Essa não é a questão que mais passeia por minha mente. Não. A questão é "Começar?". Por que eu me sinto despido toda vez que começo a escrever (ou falar) sobre mim.

Ah, sim, as pessoas (namely, meus amigos) acham que me conhecem. Ou que me compreendem. E a cada dia eu recebo uma prova de que isso não é verdade. Caracteristicas óbvias nós reparamos todos, mas aí eu poderia dizer que conheço Matthew Perry. Conhecer é ir além. É estar preparado para adentrar a mente de uma pessoa, para entender (ou tentar) seu comportamento. E seu pensamento, que muitas vezes são coisas separadas.

Ora, eu sou arrogante. E a maior parte das pessoas acha que me conhece por causa disso. Eu *sou* arrogante, mas morro de medo de estar errado, e morro de medo de não me ouvirem. Eu não acho que sei tudo, ao contrário. Por isso sou arrogante. Se eu me comporto como quem sabe tudo, não preciso dar provas disso. E no fundo eu acho que não sei nada.

E como eu dependo dos outros. Carência afetiva. Bah! É duro de admitir em voz alta (ou em letras), mas eu sinto isso o tempo todo. E daí? Isso não era um problema... Estou mentido. Sempre foi um problema. O maior de todo. Mas o estranho sobre essa minha caracteristica é como ela se manifesta. Eu, na verdade, expulso as pessoas de perto de mim. Por que eu sinto falta delas. Dilema do porco-espinho. Machuca depender dos outros, por isso eu dependo o menos possivel. Por isso eu não me permito gostar de minha mãe (e para quem não sabe, gostar é diferente de amar). Por que ela vai, como sempre, me desapontar. Como ela faz uma vez por mês. Como ela me fere uma vez por semestre.

E como doí escrever isso. Não é apenas um conjunto de memórias. É tudo que eu sempre senti eu nunca disse a ninguém. Nunca escrevi. É um pedido de ajuda, daquele que não permite ser ajudado, mas que gostaria disso mais que qualquer coisa no universo.

É óbvio que eu estou me sentindo abandonado. A culpa é minha, verdade. Mas eu também me sinto menosprezado. A culpa não é só minha. Eu exijo demais (demanding, completely)... Estranho. Eu me sinto só, mas não agora. A solidão escala de acordo com o número de pessoas ao meu lado. Percebem que, embora paradoxal, faz sentido? Se você está sozinho, você está sózinho. Não há muito o que fazer sobre isso. Mas e se você estiver rodeado por milhares de pessoas? Ai a culpa é sua. E claro, uma voz no seu interior diz: "Eles estão logo aí. Dê mais um passo, e tudo estará resolvido." Parece que essa voz só pretende nos torturar. Esse passo que é mais dificil.

Pessoas. De longe, não parecem tão complicadas. Todas têm seus defeitos. Todas odeiam, amam, mentem, erram. Nem todas são bonitas, altas, magras, inteligentes ou alegres. Mas elas funcionam. Por que é tão dificil lidar com elas? Não sei. Quase todos os mamiferos vivem em grupo. A evolução nos trouxe a sociedade. E me parece que a sociedade está evoluindo para a solidão. Parece que minha sociedade está convergindo para a solidão.

E por quê falar sobre isso? Escrever as coisas como elas estão em minha mente? Eu provalvelmente vou apagar isso antes - ou logo pós - de publicar. Claro, ninguém gosta de si próprio. Os que gostam, atingiram a felicidade plena - ou quase. É por isso que contruímos máscaras. Não é para as outras pessoas. É para nós mesmos. Por eu preciso me comportar como se fosse timido e medroso? Ora, eu preciso primeiro me convencer de que isso não é verdade; daí a máscara. Por que dizer que eu tenho problemas de relacionamento? Tudo é culpa dos outros, I deem.

Eu tento admitir o maior número possivel de erros. Mas os grandes, aqueles que realmente nos afetam, será que eu consigo admiti-los? Óbvio que não (alias, estou considerando este arquivo, este manifesto, um grande erro. Ainda assim, é mais facil que chorar).

Eu passo a maior parte do tempo tentando me convencer (e aos outros, porque eu considero a opnião dos outros mais do que a minha, admito) de que eu me esforço. Eu tenho medo do fracasso. Eu nem sei o que é sucesso, verdade, mas morro de medo de fracassar. É por isso (e não por arrogância) que eu exagero. Raios, é por isso que eu resolvo todos os problemas que posso. E veja como eu me convenci de que realmente faço isso. Se eu realmente reolvesse tudo, e me esforçasse ao máximo, estava dormindo para amanhã ir trabalhar. Alguém precisa pagar as contas.

Não que eu não sinta obrigações como esta. Todo sentimos, creio. Uns, tem muito medo para tomar esse caminho. Outros (que, espero, seja meu caso), simplesmente não estão prontos.

Olha, eu convenci todo mundo (e a mim mesmo) de que essa maldita faculdade é incrivelmente dificil. Foi um jeito de justificar meu terrivel desempenho. E se eu passasse mais tempo estudando? E se eu me esforçasse mais? Vê, eu não me esforço tanto quanto acredito. E essa maldita palavra. Maldito trauma de infancia.

Quantas vezes eu não ouvi "Está se esforçando?", ou "Mas você se esforçou o suficiente?". Estranho como quando você é criança você jura que não vai levar esses legados para frente. Que tudo vai ser mais simples para você. Que você não vai cometer os mesmos erros dos seus pais. E droga, aqui estou eu, numa noite plenamente agradável, sem mais nada para fazer (ah, sim, trabalhos... tenho vários, mas digam-me, alguém esperava que eu fizesse todos sozinhos? Eu esperava...), escrevendo um pseudo-diário, que provavelmente ninguém vai ler, ou dar atenção, e que eu mesmo vou ressentir mais tarde (por que sentir pena de mim mesmo é um dos meus maiores problemas - ao lado de reclamar. Percebem até onde isso vai?), pouco antes de destruí-lo.

Tantas outras coisas que passam por minha mente. Faz tempo que eu não me sinto plenamente feliz. Não me digam que isso não existem. Existe sim. Eu já passei dias dando risada à toa (sorria para a vida e a vida sorrirá para você). Claro que me parece ter sido um meio (Divino? Ou seria eu mesmo?) de me compensar pelo que tinha acontecido -e estava para acontecer. Dark days, unfinished business.

Simplesmente viver. Gostária de saber como é isso. Pessoas como eu passam a vida inteira sem saber. Ou elas vivem, e não compreendem, ou não vivem. Eu não queria ser simplesmente feliz. Isso não existe. Mas saber viver, that's the trick.

Ah, isso me lembra de um belo verso que aprendi:

It's easy, there's a trick to it. You do it or you die.

Algo do gênero. E eu volto para a questão que me assombra. Por que estou aqui, sózinho, à toa, agora? Havia meia dúzia de outros lugares onde eu deveria estar. Vivendo. Por quê? Porque tenho medo.

Deve ser isso. Ah, if I've had it all figured out! Não é medo. Não é nada que eu posso explicar. A maior parte dos aspectos do meu comportamento eu posso identificar (auto-análise, diferente do que um certo psicanalista disse uma vez, funciona). Mas eu falho eu me mover contra eles. Acho que talvez por que eu não tenha decidido que estou errado.

Certo, eu tenho carência afetiva. Mas e só por isso que eu exijo atenção das pessoas à quem eu dou atenção? Lealdade daqueles para quem sou leal (ou quase. sim. eu já falhei nisso. uma vez.)?

Ah, sim, sou demanding. Mas fazer o que? Cansei de escrever. Por que eu não sei se tirei o peso dos meus ombros. Não é simples assim. Talvez mais tarde eu escreva mais.
aff...